Não queríamos acreditar que meu pai e o vovô iriam viajar para o Egito e deixar a loja, então o Joey aproveitou a situação e perguntou quem seria o responsável da loja até a volta deles, meu pai disse que nenhum de nós iriamos tomar conta só disse que cada um ficaria encarregado de suas funções normais, ele disse que por precaução havia feito um testamento, só que ele não quis entrar em detalhes, fiquei arrasada havia chegado só um dia de viajem para ficar com meu pai e ele decide viajar, sai da sala com uma lágrima no olhar e a Téa logo veio atrás de mim, ela começou a me olhar e disse em alto e bom som:-Marina calma eu sei que você só vai ficar pouco tempo junto com seu pai, mas ele vai voltar como você sempre volta para nós. (A Téa me abraçou forte).
Entendi os motivos do meu pai e tentei seguir em frente me conformando com a situação abracei a Téa fortemente, fomos até o quarto, com todas as situações acontecendo na minha vida comecei a escrever uma musica:
Olhe bem para o céu azul como o mar
Aproveite bem o dia
porque o clima pode mudar
céu pode escurecer
as nuvens podem derramar lágrimas
e você fica no mesmo lugar
esperando uma resposta
porque tudo na vida muda?
a semana que passou foi diferente dessa
eu estava em outro lugar
e você aqui me esperando
para curtir e badalar
Não consegui terminar a letra, senti alguém batendo na porta, meu pai entrou com um urso enorme e colocou em cima da minha cama e ficou em pé do meu lado, calmo e seguro ele disse:-Marina eu sei que minha viajem te pegou de surpresa, mas preciso saber mais sobre essa Faraó, minha filha eu quero passar essa noite com você, só nós dois, pai e filha.(Meu pai abriu um sorriso na hora, um sorriso que há anos eu esperava).
Levantei e abracei ele fortemente, ele me deu um beijo no rosto então eu disse abraçada:-Não precisa pai, eu quero passar a noite aqui em casa com todos eu te garanto que eu não sou a única que vai sentir saudades de você e do vovô.
Na mesma hora o Joey, Yugi e a Téa chegaram na porta do quarto, meu pai mandou eles entrarem, todos nós começamos a conversar como uma família, uma família que se formara a partir de inimigos, olhamos para o relógio e já eram 19:00 pedi para o Joey junto com o Yugi e o vovô distraírem meu pai enquanto eu e Téa fomos para a cozinha tentar preparar um jantar, Téa pegou um livro de receitas e começamos a escolher, sem assunto Téa começou a falar:-Marina eu acho muito bom seu pai viajar um pouco com o vovô, eles estavam precisando só viviam lá na loja ou na empresa, bom que pelo menos eles vão relaxar um pouco.
Olhei para Téa e decidi fazer uma sobremesa diferente pudim de morango com calda de chocolate abri os armários e percebi que não havia os ingredientes então pedi para a Téa continuar ver o que iriamos fazer para o jantar, sai rapidamente de casa e fui até o mercado que ficara no centro da cidade, entrei lá e peguei os ingredientes lembrei de pegar um vinho quando cheguei na seção de vinhos eu me esbarrei em alguém, minhas compras que estavam em minhas mãos caíram no chão pedi desculpas e olhei para cima, percebi que era o Kaiba ele me ajudou pegar minhas compras e me disse:
-Faz tempo que você não esbarra em mim, pensei que havia parado com isso mas pelo jeito você faz isso só para chamar minha atenção.
O Kaiba olhou para mim friamente, apenas peguei a garrafa de vinho junto com meus mantimentos e fui para o caixa sem perceber o Kaiba me seguiu, chegou por trás de mim e me disse no ouvido: - Amanhã o torneio vai começar assim como você queria, só que se algo der errado a culpa será sua, tomara que você não se decepcione com o vencedor do torneio, porque se depender de mim o Wheeler não passará da primeira fase, tomara que se divirta amanhã. (Disse como se tivesse planejando algo, tramando uma vingança).
Passei no caixa como se não tivesse ouvido nada e voltei para casa e encontrei a Téa ainda em meio as receitas e comecei a ajuda-la, me dirigi até o balcão e me agachei para pegar uma panela e comecei a ouvir uns gemidos e continuei agachada peguei a panela e não consegui tirar ela de dentro do balcão, então me levantei e comecei a puxar com toda minha força, quando eu consigo tirar a panela, em um impulso meu corpo é levado para trás e bato a cabeça no fogão rachando a tela de vidro, a Téa rapidamente me ajuda a levantar e me diz preocupada: -Marina, você está bem?.
Balancei a cabeça confirmando que sim, a Téa pega uma bolsa de gelo e me dá, sentei-me à mesa e senti a minha cabeça doer cada vez mais forte, não consegui terminar o jantar a Téa conseguiu terminar o jantar e a sobremesa, cada um foi tomar banho para podermos jantar, todos estavam tendo múltiplas ações com a partida do meu pai e do vovô e com o começo do torneio no qual o Joey iria participar, após o banho todos estavam vestidos socialmente como se houvesse uma festa, todos foram sentando-se à mesa e antes de irmos pegar o jantar fiz questão de fazer um discurso, olhei atentamente para todos e meio envergonhada disse: - Todos nós sabemos qual é o motivo desse jantar que não quero considerar uma despedida, porque como minha amiga Téa disse eles irão voltar, eu quero que vocês se lembrem de quantos inimigos vocês já tiveram e conseguiram vence-los, meu pai era um desses inimigos mas ele mudou, mudou muito e eu tenho orgulho de chamar ele de pai pela pessoa que ele é hoje, e vovô eu sei que você me considera sua neta e eu te considero meu avô que não pude conhecer, vocês formaram a família que eu tanto ansiava desde pequena, nunca em sã consciência pensaria que o Joey e o meu pai ficariam amigos e teriam uma relação de amizade, hoje nossa família irá tirar férias meu pai, vovô desejo que tudo ocorra bem com vocês e que encontrem a tumba de Sharrity e desvendem o passado dela, agora quero desejar um brinde a nossa família.
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